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Data da Inclusão: 23/10/2007

Uma Visão Geral da Hotelaria e Perspectivas Futuras
Por: Carlos Eduardo F. Ramos - Edição: Lorena Amazonas Tavares
Eny Amazonas Bojar, Jornalista

Eny Amazonas Bojar, é jornalista, diretora da empresa Amazonas Press Assessoria & Comunicação, que presta serviços em assessoria de imprensa;  editora do portal www.raioxhotelaria.com.br e autora do Estudo Raio x da Hotelaria Brasileira-As Redes Hoteleiras do Brasil.Formada em Comunicação Social, pela Fundação Cásper Líbero, SP, atualmente faz pós-graduação no  Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília (CET/UnB) .
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Uma Visão Geral da Hotelaria e Perspectivas Futuras


 
VH -Quais os critérios adotados no Estudo Raio x da Hotelaria Brasileira, para a classificação dos Hotéis das Redes que fazem parte do mesmo?

Eny: Do século XIX (1870), quando se adotou o Primeiro Sistema de Classificação em 5 categorias no país, ao atual sistema de classificação, gerenciado com responsabilidade compartilhada entre o Ministério do Turismo e a ABIH Nacional - Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, a Hotelaria Brasileira vem experimentando conceitos que vão da administração familiar aos modernos sistemas de gestão. Da ostentação do super luxo à praticidade e preços enxutos dos hotéis econômicos e supereconômicos, um novo perfil aos poucos vai sendo delineado no mercado, que tem no nordeste uma das mais promissoras regiões para a chegada de novas redes internacionais, especialmente de origem lusitana. Não existe um sistema universal de classificação, cada país costuma adotar o seu. No Brasil, apesar do sistema oficial ser por estrelas, há outras formas de classificação, conforme veremos a seguir. O Raio-X da Hotelaria Brasileira, em suas duas primeiras edições adotou o sistema por faixas de preços.


Porém, com a evolução do mercado, e seguindo a proposta de acompanhar o segmento hoteleiro em sua trajetória de desenvolvimento, optamos no  3º volume do Estudo Raio x da Hotelaria Brasileira- As Redes Hoteleiras do Brasil (novembro 2006), por uma classificação que utiliza uma linguagem globalizada, que considera as categorias Luxo, Upscale, Midscale, Econômico e Supereconômico. É preciso ficar claro, entretanto, que existem diversas formas de se definir hotéis: de acordo com o padrão de serviços e instalações; em função de sua localização (hotéis de praia, de cidade, de campo, aeroporto etc); de acordo com o porte (de grandes redes a pequenos hotéis); quanto à propriedade (sociedade aberta ou limitada); quanto às cadeias de hotéis (nacionais, internacionais ou independentes) ou finalmente de acordo com o propósito a que se destina (hóspedes em viagens de lazer ou hóspedes em viagens de negócios).


VH: Já foi realizado algum censo no Parque Hoteleiro Nacional?


Eny:No início de 2006, a ABIH Nacional - Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, a partir do projeto desenvolvido em parceria com o Sebrae Nacional e o Guia Quatro Rodas, divulgou o Primeiro Censo Qualitativo do país, analisando 7003 hotéis e pousadas do cenário nacional, num total de 343.536 unidades habitacionais. Ao todo foram avaliadas e checadas informações sobre 188 itens possíveis nos hotéis visitados.


Os itens listados no censo seguem o seguinte critério: caso o estabelecimento disponha de determinado item na proporção de 50% mais 1 do total de suas unidades habitacionais, passa a ser considerado como um estabelecimento que oferece esse item. No caso de Lavanderia, um dos itens mais oferecidos por estabelecimentos hoteleiros, esta pode ser terceirizada ou não.
A partir deste estudo a ABIH Nacional estabeleceu nova conceituação para definir o porte dos hotéis:
 O estudo aponta  que 69% dos hotéis brasileiros têm até 50 apartamentos, e que destes, 49% têm até 20 aptos. O cenário revelava ainda que 30% do total dos empreendimentos tinham mais de 50 Uhs. “A partir de então ficou decidido pelo conselho deliberativo da ABIH Nacional, após enquete realizada junto a hoteleiros de todo o país, que empreendimentos com até 50 Uhs são considerados como hotéis de pequeno porte, de 50 a 100 Uhs de médio porte e acima de 100 Uhs, grandes hotéis, para atenderem à realidade do mercado nacional”, conforme explicação  do presidente da entidade, Eraldo Alves da Cruz.


De acordo com as conclusões do Censo, praticamente a metade dos estabelecimentos de hospedagem (47%) concentra-se na Região Sudeste, 19% no Sul, 24% no Nordeste e 7% no Centro Oeste.
Os cinco estados com maior densidade de hotéis (SP, MG, BA, RJ e SC) representam 62% da oferta nacional.
São Paulo, Rio de Janeiro e Búzios são os municípios que apresentam maior disponibilidade de estabelecimentos hoteleiros.
Os 30 municípios com maior disponibilidade representam cerca de 30% do total de hotéis no Brasil.
70% dos hotéis são de categoria simples e viajar bem e barato (VBB).
Apesar de responder por apenas 0,2% dos hotéis, os de categoria luxo oferecem 1% do total das unidades habitacionais disponíveis no Brasil.

Classificação Números de Unidades Habitacionais
Pequeno até 50 UHs
Médio de 50 a 100 UHs
Grande acima de 100 UHs
Mega  acima de 1000 UHs

É comum tratarmos no Brasil os mega-hotéis a partir de 250 UHs, pela carência de maior representatividade de hotéis de grande porte, mas na análise da ABIH Nacional essa conceituação diverge. “Na realidade de Brasil, a partir de 400 apartamentos podemos definir como hotéis muito grandes, mas não chegam a ser Mega, categoria esta que só é alcançada a partir de 1000 apartamentos. No exterior, para ser considerado mega-hotel, só passando de 3000 apartamentos“, define o presidente da ABIH Nacional.


VH: Qual foi o primeiro sistema de Classificação de Hotéis do País?



Categoria  Símbolo
1ª Categoria:  Simples pouso de tropeiro
2ª Categoria:  Telheiro coberto ou rancho ao lado das pastagens.
3ª Categoria:  Venda, correspondente a "pulperia" dos hispano-americanos, mistura de venda e hospedaria. 
4ª Categoria: Estalagens ou hospedarias.
5ª Categoria:  Hotéis.
 
VH: Quais os diferenciais implementados na Nova Matriz Oficial de Classificação de Hotéis no País?
 
Eny: A nova matriz de classificação objetiva categorizar os meios de hospedagem ordenando-os em determinada escala com referencial de estrelas. Esta classificação é constituída de seis categorias. Ou seja, no novo sistema gerenciado pela ABIH Nacional - Associação Brasileira da Indústria de Hotéis e pelo Ministério do Turismo, as estrelas continuam a serem usadas, mas com um diferencial: os hotéis de mais alto nível ganharam a designação Super Luxo. Outra diferença é o critério de avaliação, onde são analisados 280 itens, incluindo os aspectos físicos e a qualidade da prestação dos serviços (o número anterior era de 74 itens).
Além disso, há um capítulo que define valores para questões ambientais, como racionamento e preservação de bens naturais, armazenamento de energia e de resíduos sólidos. Também estabelece normas para avaliar as instalações para pessoas com necessidades especiais e o cuidado ambiental que todo hotel deve ter. Apesar de ser o sistema oficial de classificação adotado no país, a mesma não é de caráter obrigatório. Mais detalhes podem ser obtidos no site: www.abih.com.br.
Ao compararmos o sistema adotado atualmente no Brasil e o primeiro Sistema de Classificação, percebe-se a real dimensão do desenvolvimento conquistado pelo mercado hoteleiro.
 
 
Categoria  Símbolo
Super Luxo ***** SL
Luxo *****
Superior ****
Turístico ***
Econômico **
Simples *

VH: Como funciona a classificação através do Guia 4 Rodas?

Eny :Para os hotéis esta classificação não sofre nenhum tipo de cobrança por adesão ou avaliação, porém os hoteleiros ficam à mercê da visita dos avaliadores e do retorno deles ao estabelecimento para imprimir nova avaliação. A espera pode ser longa em alguns casos, chegando até a um ano.Segundo o Guia, os hotéis são classificados e categorizados pelo conforto. Na listagem dos hotéis o melhor vem primeiro, e os símbolos adotados são ícones de “casinhas”.

- Luxo - São os mais sofisticados, com os melhores serviços. Acabamento de primeira qualidade em todas as dependências.
- Muito Confortável - Bem-planejados, com boa estrutura de lazer ou de negócios. Apartamentos padronizados e equipados com facilidades tecnológicas.
- Confortável - Na maior parte dos casos, são bem-planejados e não têm sinais de improviso. Há padronização de mobília e decoração. Equipamentos modernos e serviços abrangentes.
- Médio Conforto - Com melhor acabamento e serviço mais cuidadoso. Podem ter vários tipos de acomodações, em geral, bem equipadas.
- Simples - Muitos são pousadas adaptadas em residências ou pequenos prédios, com o proprietário e familiares à frente do negócio. Acomodações com poucos equipamentos. Podem ter alguma estrutura de lazer.

As hospedagens diferenciadas recebem uma complementação quanto:

• Hotel Agradável: local charmoso, com decoração harmoniosa e serviço que proporciona um clima de bem-estar ao hóspede.
• Ambiente Agradável: hotéis construídos à beira-rio, à beira-mar, em fazenda, ilha, lago, parque, praia, praia fluvial, represa ou serra.
Além da classificação, existe uma série de símbolos que respeitam uma metodologia própria e vão além da classificação e categorização dos meios de hospedagem, permitindo pontuar os equipamentos, os serviços prestados, as áreas sociais e de lazer, as faixas de preço e os tipos de cartões de crédito e débito aceitos pelos estabelecimentos.


VH: Defina a classificação utilizada  pelo Relais & Chateaux
 

Eny: Relais & Châteaux é uma associação hoteleira voluntária, que promove e comercializa hotéis e restaurantes independentes em todo o mundo. A Instituição composta por 453 membros em 50 países nos cinco continentes é regida por uma lei francesa de 1901. A Relais & Châteaux se estabeleceu em 1954. Na ocasião, oito hotéis localizados ao longo da Rodovia 7, que une Paris a Nice, juntaram esforços para fundar a Relais de Campagne. Com valores idênticos, atraíam a atenção para si através de uma campanha publicitária baseada no slogan “La Route du Bonheur” (A Estrada para a Felicidade). O nome “Relais & Châteaux” surgiu em 1975. Hoje, mais do que nunca, a marca Relais & Châteaux é tida como referência global para restaurantes de alto nível e hotéis charmosos. Relais & Châteaux, também chamada por seus hóspedes de “A Associação mais Fina do Mundo”, é uma cadeia inigualável e o próprio epítome do luxo unido ao charme.
A missão da Associação Relais & Châteaux é promover a elevação do status cultural e econômico de seus hotéis e restaurantes únicos em todo o mundo, através da divulgação coletiva de seus associados e do reconhecimento de sua herança cultural e da alma e espírito da Relais & Châteaux. Há mais de 50 anos a Relais & Châteaux vem compartilhando os mesmos valores, simbolizados pelos 5 Cs:
 -Courtesy: A recepção em um Relais & Châteaux é impecável e o serviço é sempre atencioso: essa é a essência de Cortesia.
- Charm :  O aspecto elegante dos estabelecimentos, tanto interior como exterior, compõe seu Charme.
- Character : Cada Relais & Châteaux, seja um castelo, um casario ou uma abadia, tem seu estilo próprio e único, o que lhes confere Caráter.
- Calm : A tranqüilidade dos arredores garante aos hóspedes relaxamento e Calma.
- Cuisine : Finalmente, a Cozinha é do mais alto nível; os restaurantes Relais Gourmands são templos gastronômicos de reputação sem paralelo.

VH: E O Roteiros de Charme adota que tipo de classificação?
 

Eny: A associação é uma entidade privada e sem fins lucrativos que agrega hotéis que são selecionados pelos critérios: localização, instalações, conforto, serviços e hospitalidade, gastronomia e lazer.
Historicamente a associação teve início na década de 90, através da ação de hoteleiros que acompanharam a análise do consultor francês Jean Marie Clement que mapeou “The Best” da hotelaria no quesito charme nos 58 mil quilômetros percorridos por ele no Brasil.
Segundo a Associação, o sistema de classificação adotado utiliza-se de pedras preciosas do solo brasileiro, que objetiva a identificação dos diversos tipos de hospedagem:
- Esmeralda - Hotel ou Pousada aconchegante, com conforto, instalações e serviços que atendam os padrões de exigência da tradicional hotelaria internacional.
- Topázio Imperial - Hotel ou Pousada muito confortável, bem equipado, aconchegante, com serviços esmerados, estilo e decoração requintada.
- Água Marinha - Hotel ou Pousada em local agradável, simples e confortável, com serviços que guardam identidade caseira com qualidade, cuja decoração reflita a cultura local.
- Ametista - Pousada ou refúgio num paraíso ecológico, onde os serviços despretensiosos e a decoração guardam identidade com o local.
- Cristal - Indica todos os hotéis, pousadas e refúgios ecológicos durante o ano de seu ingresso na Associação.


VH: Como é a classificação adotada no estudo Raio x da Hotelaria  Brasileira-As Redes Hoteleiras do Brasil?


 Eny:Luxo - hotéis de alto luxo e sofisticação, com serviços diferenciados, recepcionistas bilíngües ou trilíngües e amplas instalações. Quartos com mais de 30 m² de área. Hotéis de luxo ou de primeira classe são empreendimentos de diferentes portes, que se caracterizam pela sofisticação, diversidade e qualidade dos serviços oferecidos.
- Upscale - quartos com área de 28 até 30 m². Hotéis intermediários ou superiores oferecem aos hóspedes serviços diversificados com padrões de qualidade elevados. No entanto, se caracterizam como empreendimentos menos sofisticados que os hotéis de luxo.
- Midscale - hotéis com bons serviços e boas instalações. Quartos com área em torno de 25 m².
- Econômico - hotéis com serviços limitados e instalações simples. Quartos com área em torno de 18 m². Com diárias mais em conta, os hotéis econômicos surgem como alternativa aos luxuosos, sem abrir mão de conforto e qualidade.
- Supereconômico - hotéis com instalações simples e sem serviços agregados. Quartos com área em torno de 15 m². Oferece o básico com conforto e atendimento de qualidade. O conceito de hotelaria supereconômica é voltado a um novo nicho de hóspedes que até então se hospedavam em casas de familiares ou amigos durante as viagens. São bem localizados, funcionais, com tecnologia e serviços de conveniência, além de acomodações confortáveis e tarifa extremamente acessível.


VH: E que tipos de empreendimentos são classificados neste estudo?

 
- Hotel:
Hotel é um estabelecimento comercial atuante na prestação de serviços de hospedagem e alimentação, podendo ser agregados os benefícios das estruturas físicas e operacionais voltadas ao nicho de mercado: lazer, negócios, eventos e outros. Os empreendimentos são classificados pelo conforto, luxo e serviços oferecidos.
- Flat:
Também conhecido como hotel-residência ou apart-hotel, o flat é um empreendimento imobiliário viabilizado sob a forma de um condomínio. É integrado por apartamentos destinados à estada temporária ou moradia e inclui ampla infra-estrutura de serviços e lazer.
Pool de locação ou pool de hospedagem
É a denominação usual do sistema associativo de locações, que permite à administradora do flat reunir e controlar o conjunto de apartamentos disponíveis para estada temporária. Assim, a administradora responsabiliza-se pelo controle da ocupação, pelo recebimento das diárias e pela manutenção e conservação desses imóveis. O sistema garante que o resultado líquido da locação seja rateado, mensalmente, entre os proprietários dos apartamentos que participam do pool. Na distribuição dos rendimentos, considera-se a ocupação do pool do empreendimento como um todo, ou seja, independentemente da ocupação específica de cada apartamento. Outra característica dos flats é a de que os proprietários das unidades podem optar pela colocação de seu apartamento à disposição para hospedagem (através de contrato de adesão com a administradora), ou utilizá-lo como residencial.
No Brasil, a utilização dos flats como meios de hospedagens de curta duração esteve associada à escassez de investimentos em empreendimentos hoteleiros ao longo da década de 80, principalmente no segmento de hotéis intermediários. Com isso, muitos empreendimentos acabaram sendo utilizados como alternativas mais econômicas em comparação aos hotéis, uma vez que este tipo de empreendimento era considerado como imóvel residencial. Por exemplo, a ele era destinado às despesas com água e luz com tributação característica de residência, bem diferente de uma tributação para os hotéis.
- Condo-Hotel:
Os condo-hotéis, ou hotéis em condomínio, são a nova tendência em gerenciamento de estabelecimentos hoteleiros. A princípio confundidos com os flats, os condo-hotéis também operam com o sistema de pool de locação ou hospedagem, porém apresentam algumas diferenças no que diz respeito ao gerenciamento das unidades.
Geralmente todas as unidades de um condo-hotel ficam disponíveis no pool de hospedagem, podendo ser operada por uma cadeia hoteleira por meio de um contrato. Como parte do acordo de aluguel, o hotel paga a maioria dos gastos operacionais, como manutenção, administração e marketing, e a operadora responsabiliza-se pelo controle da ocupação, pelo recebimento das diárias e pela operação hoteleira propriamente dita. Os proprietários dos condo-hotéis geralmente pagam os impostos imobiliários, o seguro e as melhorias de capital.
 
Atualmente esses empreendimentos são de grande importância para o mercado imobiliário, pois são considerados investimentos imobiliários. Porém em algumas capitais e cidades, o excesso de empreendimentos lançados simultaneamente causou retração deste tipo de meio de hospedagem.
- Resort:
Os resorts são complexos turísticos, em geral tematizados e localizados fora das cidades, capazes de atender a todos os anseios dos hóspedes, da alimentação às atividades de lazer. Antes da construção de um resort, são necessários estudos para que não haja grandes impactos ambientais na área escolhida.
Arquiteturas horizontais são, sem dúvida, a característica mais fiel para os resorts, que apresentam amplos espaços aquáticos, áreas de recreação, health clubs e spas. Nos serviços, uma estrutura completa de serviços e atividades de todos os tipos.
• Megaresorts
A evolução de Resorts para Megaresorts teve sua origem marcada com o empreendimento Costa do Sauípe - conjunto com cinco resorts, lojas, vila e pousadas. Com esta evolução verificada na categoria de lazer no Brasil, observou-se o surgimento de novos pólos turísticos. Agregados aos Megaresorts, geralmente surgem pequenas vilas oferecendo toda estrutura necessária para os funcionários habitarem e trabalharem nestes locais.
All Inclusive
Nos resorts “All Inclusive” estão incluídos serviços, alimentações e bebidas conforme contratado entre o hotel e o cliente no ato da reserva. A política de all inclusive depende de cada hotel, podendo incluir nos valores das diárias todas as despesas ou podendo haver restrições nas bebidas e nos alimentos. A maioria também oferece esportes terrestres e aquáticos. Geralmente não estão incluídos no sistema o uso de telefones, lavanderia, tratamentos, massagens no Spa, salão de beleza e outros serviços específicos.
- Pousada:
Inspiradas nas hospedarias do passado, as pousadas são a versão contemporânea daqueles estabelecimentos em que se pode conjugar o aconchego de um lar à isenção de tarefas domésticas proporcionada pelos hotéis. Elas são fenômenos razoavelmente recentes, mas já estão presentes na maioria das cidades de pequeno e médio porte com vocação turística. Representam alternativa de hospedagem mais acessível, sem que isso signifique ausência de conforto ou charme. Porém, ao contrário deste conceito existe uma outra tendência, a de empreendimentos ditos como Pousadas, que oferecem como principal atrativo o luxo, como exemplo as Pousadas de Campos do Jordão.
Para estas duas categorias de pousadas, três itens servem como pilares da estrutura, sendo esses: charme, conforto e personalidade. As pousadas mais requisitadas têm em comum o respeito às tradições da hospitalidade, integrado a modernos conceitos de conforto e serviços. Tudo pelo prazer de bem receber. As pousadas crescem em média de 20% ao ano, mas também é alto o índice de fechamentos.
VH : Explique a classificação por tipo de Produtos e Serviços


• Hotel com serviço completo (full service) - Atendem as necessidades dos segmentos ao qual foram destinados, ofertando serviços, conforto e instalações bem variados. Apresentam área de alimentos e bebidas e quando necessário contribuem com estruturas para eventos.
• Hotel com serviços limitados (limited service) - Suas limitações de serviços compreendem principalmente a ausência de pontos de venda no setor de A&B e de estruturas para eventos.
• Hotel com serviços intermediários - Combinação das duas classificações. Podendo ter ausência de determinados serviços sem atingir a carência completa.


VH :Além dos tipos de hotéis mencionados no estudo, há outros? Quais?
 
Eny:Com o processo de globalização das economias e a entrada de novas redes hoteleiras no país, começam a surgir novas terminologias que definem alguns tipos de empreendimentos. Conheça outros tipos de meios de hospedagem:
Albergues - Empreendimentos hoteleiros de instalações simples e tarifas bem acessíveis. O mais conhecido no Brasil nesse segmento é o Albergue da Juventude, instituído entre associados sem descriminação de faixa etária.
A sua estrutura física e operacional varia de acordo com a região da qual faça parte. Podem possuir alojamentos em quartos (banheiro coletivo) ou em apartamento (banheiro privativo), com capacidades que podem chegar às vezes ao número de seis pessoas em uma UH. Alguns albergues ofertam cozinha de utilização coletiva, outros não.
Geralmente localizam-se em pontos de grande demanda turística. Muitos estabelecimentos possuem convênio com a Hostelling International, sendo este o caso dos associados ao HI Hostel. Possuem a filosofia de promover o intercâmbio cultural entre os jovens de todo o planeta, despertando neles a amizade, a solidariedade, o respeito ao meio ambiente e o convívio em sociedade.
Bed and Breakfast - Traduzindo a expressão do inglês, "Bed and Breakfast" significa "Cama e Café". Uma alternativa inventada nos Estados Unidos em acomodações residenciais durante um curto período de tempo. Uma opção à formalidade dos hotéis, já que prioriza o atendimento familiar. Além da privacidade, este segmento favorece o contato com a cultura local, possibilitando até mesmo aos executivos de passagem ou às pessoas a lazer um ambiente extremamente exclusivo, familiar, tranqüilo e privado.
Chalés - Hospedagem geralmente voltada ao lazer em família ou entre amigos. A capacidade de cada um é variável, mas chegam a acomodar de 2 a 10 pessoas, ou até mais em alguns casos. São os pequenos toques dos proprietários que imprimem as diferenças deste tipo de hospedagem, que em sua maioria estão localizados em cenários exuberantes, envolvidos por prodigiosa natureza. A maioria tem um estilo rústico e country, o que colabora para o clima de romance sempre presente e para a sensação de aconchego que se intensifica pelas lareiras, disponibilizadas, principalmente, nos destinos de temperatura mais fria. A comida caseira é inspirada nas tradições da região e as fartas sobremesas e guloseimas são pontos relevantes. O nível de conforto varia: há opções de hospedagem mais rústicas, ou aquelas que oferecem total conforto, independente de sua localização. A maior parte dos empreendimentos deste gênero está presente em regiões de montanhas, campo, rural e praias paradisíacas em destinos ainda pouco explorados.
Campings - O camping não representa só a opção de hospedagem mais econômica, mas, muitas vezes, é a única possível. Viagens como a travessia da Serra dos Órgãos (RJ) e a Trilha do Ouro, no Parque Nacional da Serra da Bocaina (SP), ou ainda a visita às cachoeiras escondidas da Serra do Cipó, em Minas Gerais, são praticamente inviáveis sem barraca. Mas não só de áreas selvagens vive o nosso campismo. Nos centros turísticos mais desenvolvidos, como Búzios (RJ) ou Ubatuba (SP), os locais incorporaram luxos como piscina, sauna, luz elétrica e restaurante. Alguns campings cinco estrelas não ficam nada a dever às pousadas.
Hospedarias - Estabelecimentos de hospedagem, com serviços parciais de alimentação, nos quais se alugam quartos ou vagas com banheiros privativos ou coletivos, asseguradas as condições mínimas de higiene e conforto. (Fonte: www.hotelinsite.com.br)
Hotéis de Longa Permanência (Long Stay) - Projetados para proporcionar conforto, espaço e facilidades de um condomínio residencial, aliados à qualidade dos serviços de um hotel, as unidades de longa duração atraem executivos em viagens de negócios, e também famílias inteiras que escolhem este tipo de moradia para se livrar de inconvenientes como as reformas de casas e mudanças.
Hotéis de Charme - São hotéis pequenos, com poucos cômodos e instalações sofisticadas, equipadas com tecnologia moderna e recursos que proporcionam o máximo de conforto ao hóspede, além de serviços diferenciados e personalizados, refeições sem horários limitados e cozinha aberta 24 horas.
Os Hotéis de Charme são unidades hoteleiras que se distinguem das outras pelo local onde estão inseridas, pelos serviços prestados aos clientes, por pequenos detalhes, e por diversos outros pormenores. Existem várias associações de hotéis de charme, como por exemplo, a Roteiros de Charme. Os empreendimentos desta “coleção” geralmente ficam fora das grandes cidades, que pode ser a praia ou a serra, e apresentam bons serviços integrados a seus ambientes. Em geral, ficam em grandes áreas verdes, têm decoração personalizada e oferecem ótima infra-estrutura para que o hóspede não precise se preocupar com nada: piscinas, saunas, guias para caminhadas, boa comida e muita paz. Nos Roteiros, são encontrados desde refúgios ecológicos e pequenas pousadas cujo atendimento é caseiro e despretensioso, a hotéis muito confortáveis, com requinte, estilo e serviço esmerado. (www.roteirosdecharme.com.br).
Hotéis de Selva ou Lodges - Os alojamentos de selva, conhecidos por "lodges" ou hotéis de selva, são empreendimentos construídos em meio à selva ou na margem de rios ou flutuando sobre águas tranqüilas. Nesses locais o visitante poderá sentir-se de fato integrado em perfeita harmonia com o universo da floresta.
Sua classificação é feita conforme o nível de integração com o meio ambiente e conforto. Alguns têm alojamentos com ampla estrutura, com resorts espalhados em pequenos bangalôs individuais e um salão coletivo. Outros são mais rústicos e oferecem aos hóspedes a oportunidade de acompanhar o estilo de vida de uma parte dos ribeirinhos amazônicos. O hóspede fica em dormitório sem energia elétrica, só com luz de lamparinas e redes cobertas por mosquiteiros. Há hotéis de selva que disponibilizam cabanas nas copas das árvores. Independente dos detalhes e toques de cada um, eles têm em comum a proposta de proporcionar programas especiais, procurados, principalmente, pelo turista que pretende fugir do dia-a-dia e se entregar a algumas aventuras na selva, como as excursões oferecidas pelos agentes de viagem e operadores de turismo do Amazonas, com passeios fluviais para observação de peixes ornamentais e focagem de jacarés, programa de sobrevivência na selva (jungle survival), observação de pássaros (bird watching), hard adventure e trekking (acessível por via aérea), entre outros.
Hotéis-Cassino - Os hotéis-cassino são estabelecimentos voltados para a demanda gerada pelas viagens de lazer e entretenimento associadas aos jogos de cassinos. São normalmente empreendimentos sofisticados e de grande porte, situados junto a complexos turísticos.
 
Hotéis Tematizados - São hotéis que buscam integrar-se à cultura local, refletindo o estilo de vida da cidade onde estão instalados. Oferecem geralmente excelentes serviços em hotelaria aos clientes que buscam charme, exclusividade e originalidade.
• Hotéis Flutuantes - Navios que funcionam como imensos hotéis flutuantes, com estrutura semelhante à dos resorts. Há muita comida e entretenimento para todas as faixas etárias. Atualmente, existem até roteiros segmentados: para quem gosta de dançar, fazer ginástica, etc.
 
Outros tipos são as embarcações disponibilizadas na região Amazônica. Parte da maior floresta do mundo já pode ser conhecida, através de hotéis flutuantes, seguros e confortáveis, com roteiros que permitem ao visitante decifrar parte dos mistérios da região, banhado pelo maior e mais largo rio do mundo, o Rio Amazonas. Outra atração é o passeio fluvial à Ilha de Marajó, ideal para o turismo de aventura, com opção para a pesca.
Hotéis de Turismo ou Lazer - Sua localização pode ser tanto urbana quanto rural, próximo a zonas de interesse turístico. Esse tipo de hotel costuma estar voltado à recepção de turistas, em grupos ou não, dispõe de área de lazer e social, além de possuir apartamentos para uma média de 4 pessoas. Bastante utilizados por famílias.
Small Luxury Hotel - Este tipo de hotel prima pelo serviço personalizado. Para tanto, possui um número reduzido de unidades habitacionais, porém sofisticadas. O alto nível de serviços é o grande diferencial deste tipo de empreendimento.
 
All Suite Hotel - São hotéis cujas unidades habitacionais são todas do tipo suíte, ou seja, além da área de dormir, possuem uma ou mais áreas de estar.
Hotéis de Trânsito - São os empreendimentos localizados próximos (ou no interior) de aeroportos, ferrovias e rodovias. Procuram atender, em geral, à demanda por estadias de curto período durante o deslocamento dos passageiros.
Hotéis-Fazenda - Costumam possuir categorias semelhantes às de um resort. Apresentam características tipicamente rurais, oferecendo atrativos como equitação e passeios de charrete, além de comida caseira, que pode ser oferecida em meia ou pensão completa, e localizam-se em regiões de clima ameno. Animais como vacas, cabras e porcos, além de árvores frutíferas, compõem a paisagem.
Hotéis Ecológicos - Hotéis ecológicos possuem um sério compromisso social e ambiental. Para evitar o perigo do ecoturismo que invade e acaba com o ecossistema, esse tipo de hotel investe no treinamento dos guias, oferecendo informações a respeito da natureza, conscientizando funcionários, hóspedes e acima de tudo, a população local.
• Hotéis Mistos - Não têm público nem destinação definida. Podem estar tanto na área urbana quanto na rural e costumam ter infra-estrutura básica, pertencendo às categorias simples ou econômica.
Hotéis Time-Sharing ou Tempo Compartilhado - Esse tipo de hotel tem como característica a partilha do tempo de permanência anual nas unidades do hotel, entre seus associados. Os hotéis dessa categoria são divididos em duas modalidades: independentes e hotéis-clube.
Nos hotéis independentes, a operação é exatamente igual à de um hotel convencional. Porém, cada associado compra o direito ao uso, por um período anual, pagando mensalidades previstas em contrato. Uma central de reservas controla a ocupação das unidades.
Já nos hotéis-clube, os interessados contribuem com uma taxa mensal e escolhem o hotel, que faz parte da associação que participa do programa de seu interesse, pagando uma diária diferenciada, geralmente com meia pensão.
Hotéis Especiais - Esse tipo de empreendimento pratica o turismo segmentado. Ele pode ser voltado, por exemplo, a ecologistas, ou a uma determinada faixa etária, por exemplo. A opção de hospedagem varia de acordo com o público a que o hotel se propõe a atender.
Hotéis de Cura - Os hotéis de cura, ou hotéis-clínica, são empreendimentos que oferecem, além da hospedagem, tratamentos de revitalização ou médicos. Contam com a infra-estrutura clínica, médicos, fisioterapeutas, nutricionistas e outros profissionais. Situam-se, em geral, em regiões montanhosas, balneários ou estâncias climáticas. Os centros voltados para revitalização estética são chamados de Spas.
Hotéis para a Terceira Idade - Os hotéis que são voltados a esse público, possuem infra-estrutura adequada para eles, além de intensa atividade recreativa, como bingos, eventos dançantes e chás, entre outros, além de piscinas, sauna e salão de jogos.
Hotéis Históricos - Os hotéis históricos são tombados pelo patrimônio histórico. Por isso, necessariamente precisam respeitar suas características arquitetônicas e da decoração original. Na grande maioria, são belos prédios e que possuem algum significado histórico.
Hotéis Design - O hotel design é um conceito criado em 1993 por Philippe Starck ao reformar o hotel Paramount em Nova Iorque. Nesse tipo de empreendimento, a arquitetura e decoração de interiores são altamente valorizadas, utilizando-se objetos de design arrojado, arquitetura inovadora e espaço clean, além de tecnologia hoteleira de ponta.
O conceito desses espaços foi batizado de urban chic, onde o hóspede necessita de uma dose de cosmopolitismo para adentrar. Além disso, os hotéis oferecem atendimento diferenciado e detalhista. Todas essas características fazem com que a maior parte de seus hóspedes seja composto de um público sofisticado e de pessoas que gostam de inovações.
Ao todo existem 120 hotéis design no mundo, sendo que no Brasil esse conceito já está presente em São Paulo e Rio de Janeiro.
Hotéis Boutique - Conceito difundido mundialmente há pouco mais de uma década, oferecendo um produto urbano e sofisticado. Visa atender os chamados 4 Ms: movies, music, models and money (filmes, música, modelos e dinheiro), ou seja, o hóspede típico de um hotel boutique está cada vez mais disposto a experimentar e a freqüentar estabelecimentos que combinem a experiência almejada com suas preferências pessoais. Grande parcela de seus hóspedes é composta de pessoas jovens e ricas. São empreendimentos hoteleiros de pequena dimensão e serviços personalizados, apresentando instalações sofisticadas primando pelo bom gosto.
Hotéis para Animais - São poucos os hotéis no Brasil que aceitam animais como "hóspedes". Entre esses que aceitam, pedem que os animais fiquem no quarto junto com os donos. Pensando nesse problema, foram criados os hotéis para animais. Esses garantem todo o conforto e segurança que o animal merece. Além disso, existem os dog sitters, ou babás de cães, que podem ser contratados a qualquer hora do dia ou da noite.
Alguns hotéis para animais possuem funcionários que dormem junto com os bichos em quartos com ar-condicionado. O café da manhã de alguns hotéis para bicho é digno de um hotel de verdade: oferecem queijo branco e bolacha de água e sal, tudo sob o controle de nutricionistas. Não bastando, durante o dia os animais são submetidos a atividades físicas, brincadeiras e até mesmo banhos de piscina. Assim não há como o dono se preocupar com seu animal.
O conceito de hotel para animais de estimação foi lançado três anos atrás pela empresa PetSmart, sediada em Phoenix, Arizona, e segundo seu porta-voz, Bruce Richardson, trata-se do "setor com mais rápido crescimento" entre os negócios relacionados com animais de estimação. "Agora temos 32 hotéis, e esperamos ter 240 em 2010”, afirma. (Fonte: www.bichosuol.com.br - 18/07/2006)
Parador - Estabelecimento comercial de hospedagem com características semelhantes às da pousada, diferenciando-se desta por situar-se apenas em locais ou em edificações de estrito valor histórico-arquitetônico como castelos, mansões, antigas estalagens e fortalezas, estradas reais e outros. O termo parador muda conforme países e culturas. Na França, por exemplo, é conhecido como hotel château.
Pensão - Estabelecimento comercial de hospedagem, geralmente de caráter familiar, com serviços característicos de alojamento, representados pela locação de quartos individuais ou compartilhados, com instalações sanitárias coletivas proporcionais à quantidade de leitos, e pelo fornecimento de refeições incluídas nas diárias. As pensões estão presentes geralmente em pequenas cidades do interior com alguma vocação turística, é o caso por exemplo do Município de Aparecida do Norte, onde o intenso turismo religioso, dá espaço para a expansão das pensões.
Segunda Residência - Imóvel próprio para utilização em férias, fins de semana e feriados prolongados, em condomínio vertical (apartamentos), condomínio horizontal, conjunto habitacional, casa isolada e outros. É um fenômeno em franca expansão especialmente na Região Nordeste. Este conceito tem sido mais difundido a partir da crescente chegada de novas redes estrangeiras ao país, que geralmente constroem mega-projetos onde se incluem empreendimentos para hospedagens e luxuosos condomínios voltados à segunda residência.


VH: Que tipo de Spas existem? Há conceitos diferenciados?
 
Antigamente, os spas eram voltados exclusivamente ao tratamento para o emagrecimento. Hoje em dia, muitos deles nem mesmo oferecem refeições controladas e balanceadas. Vários desses empreendimentos estão voltados a outros segmentos, e oferecem opções como spas para beleza, onde a pessoa faz tratamentos estéticos ou simplesmente spas para relaxar. Abaixo são relacionados seus diferentes tipos:
Spas de Destino - Focados em renovar o corpo, a mente e o espírito, inspirando os clientes a obter uma vida mais saudável e alegre através de uma experiência renovadora. Conciliando programas de educação, atividades físicas, serviços profissionais e uma culinária saudável, são o coração e a alma de seu programa.
Resort Spas - São encontrados dentro de resorts de férias. Os tratamentos e serviços são oferecidos como complemento das atividades habituais do hotel. Existe uma opção de alimentação saudável. Durante a noite, os clientes podem desfrutar das atividades de lazer do hotel e, freqüentemente, existem programas para o público infantil.
Spas Urbanos - São locais de tratamentos localizados em centros urbanos que facilitam os tratamentos diários ou prolongados, por estarem perto das casas de seus clientes.
Day Spas - Centro de tratamentos diários projetados para tratamentos de curto espaço de tempo. Os clientes podem agendar tratamentos de uma hora ou que acabam durando o dia inteiro.
Medical Spas - Oferecem avaliações físicas, receitas para modificar e melhorar o estilo de vida. Voltados para quem tem preocupação com sua saúde e bem estar. Segue modelo médico tradicional.
Spas para Administração de Peso - Locais especializados em modificar o estilo de vida de pessoas que sofrem de obesidade mórbida, através da manutenção e redução de peso. A maioria destes spas inclui uma orientação médica e uma dieta de medicamentos.
Spas Internacionais - São tão variados conforme as culturas em que eles são encontrados. Muitos spas europeus possuem a elegância do Velho Mundo, enquanto que os spas da Ásia e outras partes do mundo possuem tratamentos criativos vindos das culturas e tradições indígenas.

VH: Qual a conceituação das Unidades Habitacionais ?
 
• Quarto - Unidade habitacional simples que oferece o básico: local para organizar os pertences pessoais e cama. O banheiro é coletivo.
• Apartamento - Unidade habitacional que pode oferecer estrutura de acomodação simples ou sofisticada. O banheiro é privativo.
• Suíte - Unidade Habitacional que oferece as mesmas condições de um apartamento com o acréscimo de uma mais salas.
Por tipo de ocupação:
Número de pessoas nas UHs:
SGL - individual - uma pessoa;
DBL - duplo - duas pessoas;
TPL - triplo - três pessoas;
QDL - quádruplo - quatro pessoas;
QTL - quíntuplo - cinco Pessoas.

Nota:
- Nos Estados Unidos, Canadá e Caribe, a maioria dos apartamentos nos hotéis possui 2 camas de casal, admitindo até 4 pessoas por apartamento nesta modalidade. Qualquer inclusão de cama adicional, que sempre será cama de armar (roll-away bed) para uma 5ª pessoa, dependerá de alteração prévia do hotel, e será orçada e cobrada em separado.
- Em outros países, a maioria dos apartamentos nos hotéis são duplos e possuem 2 camas de solteiro, sendo que os apartamentos triplos são geralmente "apartamentos duplos de uso triplo" com a conseqüente redução de espaços. A 3ª cama costuma ser a cama de armar ou então um sofá-cama.

 
Standard - Aparece como uma configuração comum, prevalecendo em quantidade sobre as demais. Não segue padrões, cada hotel apresenta características próprias, mas se apresenta como a configuração mais simples. Aos poucos se torna uma denominação pouco usual na hotelaria, esta sendo substituída por outros nomes, como por exemplo: Superior, e até mesmo como Luxo.
Especial - Possui mais comodidades quando comparadas a uma Standard e apresenta um valor de diária também diferenciado. Conhecida também como Concierge e Executiva.
Suíte - Segundo o atual Sistema de Classificação Hoteleira, é uma unidade habitacional acrescida de uma sala de estar. Em outros países a diferença, além de maior comodidade quando comparada a configuração Standard, pode ser simplesmente no tamanho.  A Suíte ainda pode ser sub-dividida em: Suíte Júnior, Suíte Córner, Suíte Duplex, Suíte Diplomata, Suíte Presidencial ou Suíte Royal, entre outros nomes.


VH: Quais os tipos de hospedagem que existem? Qual a diferença entre um e outro?
 
Pensão Completa (Full American Plan) - Inclui na diária as três refeições, Café da manhã, Almoço e Jantar.
Meia Pensão (Modified American Plan) - Inclui na diária duas refeições, Café da manhã e Almoço ou Jantar (o hóspede pode escolher no ato da reserva ou no mesmo dia no período da manhã).
Pensão Continental ou Pensão Simples ou Plano Europeu (Bed and Breakfast Plan) - Hospedagem com uma refeição, o Café da manhã.
Nota da Redação: Com advento das bandeiras econômicas das redes hoteleiras, um outro sistema surgiu no Brasil: Café da Manhã não incluso no valor da diária.

VH: Quais as principais  formas de Gestão dos Sistemas de Hospedagem?


Hotéis Operados por proprietários - Relatado nos fatos históricos como a mais antiga oferta de hospedagem, compreende uma estrutura organizacional onde quem trabalha são familiares e o hóspede vivencia a hospedagem em uma residência. Neste formato estão os hotéis Bed & Breakfast e Pousadas.
Hotéis Administrados por Proprietários - Pode ser de pequeno ou grande porte. Neste caso o proprietário utiliza os serviços de funcionários que não têm vínculo de parentesco. Sobre a tutela da família fica a Gerência Geral, porém outras atividades, até mesmo de gerência de setores e média chefia, ficam a cargos de outros profissionais.
Hotéis Independentes - Não possuem filiação as redes hoteleiras. A administração e as operações do hotel independem do proprietário e seus familiares. Utilizam-se de gerências independentes que se responsabilizam pelos resultados do hotel perante o proprietário. Modelo utilizado principalmente por grupos de investidores, onde a administração do hotel transcorre sem interferência direta dos proprietários.
Hotéis Franqueados: Quando da filiação a uma rede de um hotel independente. Gerido por um contrato de franquia que permite os direitos de uso da Marca da rede, modelos de procedimentos para operação, condutas de administração, campanhas de marketing, relação direta com a central de reserva da rede. Resguarda ao proprietário algumas liberdades para operar o hotel, influenciando no nível de qualidade do empreendimento. Para tal gestão são estabelecidos nos contratos os padrões de qualidade exigidos pela rede, sendo que a não concretização dessas cláusulas permite a retirada dos direitos de uso da marca. Este modelo permite ao Franqueado a escolha dos próprios preceitos de administração.
As empresas de franchising estão organizadas para operar empresas franqueadas como representantes do proprietário junto às redes franqueadoras.
Os Contratos de Administração são idênticos a uma franquia no fornecimento de padrões de qualidade em procedimento e serviços operacionais, direitos do uso da marca, entre outros descritos em sistema de franquia. Neste caso, são administrados pelas empresas detentoras dos padrões, sendo que o proprietário possui pouca força de controle sobre o empreendimento. Permite ao hotel se beneficiar da organização de qualificações profissionais existentes entre os hotéis da mesma rede.
As Companhias de Administração sem Afiliação não possuem relação direta com as redes e não apresentam a mesma estrutura de apoio, como por exemplo: centrais de reservas, campanhas nacionais de marketing, entre outros serviços. Entretanto, as Companhias de Administração Sem Filiação podem oferecer maior flexibilidade às adaptações e tendências do mercado.  Elas permitem aos proprietários maior liberdade nas estruturas operacionais do hotel. Muito utilizado por organizações hoteleiras que preferem manter a identidade do empreendimento.


VH: Como podemos conceituar um hotel independente e uma rede hoteleira?

 (segundo a ABIH Nacional)
Uma Rede Hoteleira se configura quando se tem mais de três hotéis sob a mesma Bandeira. Se forem hotéis com o mesmo proprietário, não se configura propriamente dito uma rede, mas sim uma administradora de hotéis. Quando se tem várias bandeiras sob uma mesma marca configura-se um Grupo Hoteleiro.
Um Hotel Independente é um hotel cujo dono tem apenas um empreendimento, ou mais de um com administração distinta e independente.
Fonte: Eraldo Alves da Cruz - Presidente da ABIH Nacional


(segundo o BNDES)
Apesar do cenário cada vez mais competitivo, principalmente com a entrada de novas cadeias internacionais, os hotéis independentes possuem um nicho de mercado tipicamente fidelizado, construído, principalmente, a partir da composição de uma identidade ou personalidade própria, com o atributo da pessoalidade caracterizando a prática negocial cotidiana e integrando parte de seu aviamento.
Fonte: Panorama Descritivo Sobre os Hotéis Independentes no Brasil - publicação BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Autores: William George Saab e Ilka Daemon, Agosto de 2000.

VH: Fale sobre a terminologia utilizada na Gestão de Redes Hoteleiras?
 
Marca - Nome de uma rede hoteleira. Algumas vezes, é chamada de bandeira.
Rede Hoteleira - Grupo de hotéis que operam através da   mesma marca.
Organização Hoteleira: Organização que opera um ou mais hotéis por determinado valor. Também pode ser chamado de “empresa contratada”.
Acordo de Franquia - Contrato legal entre os proprietários do hotel (franqueados) e os gestores da marca (franqueadores) que descreve os deveres e as responsabilidades de cada parte na relação de franquia.
Franquia (franchise) - Acordo segundo o qual uma parte (marca) permite que a outra (proprietários do hotel) use seu logotipo, seu nome, seus sistemas e seus recursos em troca de certa taxa.
Franqueador - Empresa que administra a marca e vende o direito de uso do seu nome.
Franqueado - Empresa  que possui um hotel e compra o direito de usar o nome da marca por certo período de tempo, sob determinado valor.

Fonte: Adaptado de Hayes, David K. Ninemeier, Jack D. Gestão de Operações hoteleiras. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005.

VH: quais os termos utilizados com maior freqüência no turismo?
 
american breakfast = café da manhã estilo americano (completo)
brec = mensagem recebida
cash = pagamento à vista
check in = entrada
check out = saída
continental breakfast = café da manhã tipo europeu (simples)
cortesia (complementary) = apartamento oferecido pelo hotel com isenção da cobrança de diária
cotização = montagem de preços
early check in = antecipação da hora oficial do check in
EP = European Plan (não tem refeições)
famtour = viagem de familiarização
forfait = pacote personalizado
free = grátis
free sale = venda livre
fully booked = lotado
grt = grato
happy hour = encontro ao final da tarde
high season = alta estação / alta temporada
htl = hotel
info = informe
king size bed = cama com dimensões maiores que o normal
late check out = prorrogação do horário oficial do check-out
low season = baixa estação / baixa temporada
mco = miscelaneous charge order (crédito aberto)
meia pensão (map) = café da manhã, almoço ou jantar
name list = lista de nomes
no show = não comparecimento
overbooking = venda acima do nível permitido
pax = passageiro
pensão completa (fap) = café da manhã, almoço e jantar
plp = crediário
pls = please (por favor)
pta = prepaid ticket advise (ordem de passagem)
rooming list = lista de passageiros distribuídos em apartamentos
rsv = reserva
surface = trecho terrestre
tarifa = preço
taxa de serviço = taxa cobrada pelo hotel (normalmente 10%)
tks = thanks (obrigado)
tkt = abreviação de ticket (bilhete)
traslado = transporte local
upgrade = concessão que o hotel faz, oferecendo um apartamento de nível melhor, cobrando o preço do apartamento normal (expressão também válida para passagens aéreas)
vip = very important person (pessoa muito importante)
void = nulo
voucher = documento que autoriza o hotel a debitar as despesas decorrentes da hospedagem para a agência de viagens intermediadora da reserva (válido também para outros serviços contratados)
waiting list = lista da espera
welcome drink = drink de boas vindas
workshop = exposição de produtos

Transfer
IN = Transfer de chegada (aeroporto/hotel)
OUT
= Transfer de saída (hotel/aeroporto)
IN/OUT = Transfer aeroporto/hotel/aeroporto
 
 
VH: trace um breve perfil da Indústria Hoteleira Nacional

• Existem no País atualmente , segundo a ABIH Nacional- Associação Brasileira da Indústria de Hotéis ,25.700 meios de hospedagem, sendo 18.000 hotéis e pousadas e 7.500 outros meios de hospedagem como residenciais, flats, alojamentos, albergues, clubes
• Até 2008 estão previstos em todo o País investimentos da ordem de R$ 3,5 bilhões em hotelaria, envolvendo a construção de 134 estabelecimentos e a geração de 16 mil empregos diretos e 70 mil indiretos.
• o setor representa uma oferta de 1,1 milhão de apartamentos – unidades hoteleiras (UHs) – e gera cerca de 500 mil empregos diretos e mais de 1.500 indiretos.
• Hotéis consomem anualmente cerca de 30 toneladas de carnes, peixes e frutos do mar
• A reposição anual dos hotéis: 100 mil televisores, 65 mil aparelhos de ar-condicionado, 159 mil cadeiras, 1,6 milhão de lençóis e 1,5 milhão de toalhas de banho


VH : Seria correto afirmar que grupos Portugueses e Espanhóis vão liderar em novos investimentos  para o Mercado de Hospedagem?

Eny:O certo é sempre uma caixinha de surpresa, afinal a cada dia são anunciados novos investimentos.De acordo com o Ministério do Turismo,    140 novos meios de hospedagem deverão entrar em operação  até 2009, com investimentos totais estimados em R$ 3,6 bilhões. Grande parte  desses novos empreendimentos tem à frente grupos estrangeiros, especialmente  originados de Portugal, Inglaterra, Espanha, França, Itália e até a Jamaica. Quinze empresas portuguesas e espanholas, no momento,  são as responsáveis  pelo maior montante de investimento em meios de hospedagem no Brasil. Vale enfatizar, que dentro deste cenário 8  grupos portugueses e sete espanhóis estão aplicando R$ 9,5 bilhões em empreendimentos já iniciados ou previstos para começar em até cinco anos, em média. Desse total, R$ 1,5 bilhão começará a ser investido entre 2007 e 2009.
Ao todo, esses grupos possuem cerca de 3.500 empreendimentos hoteleiros – hotéis, resorts etc – em todo o mundo, com aproximadamente 130 mil unidades habitacionais - quartos, flats etc – (UHs), dos quais 46 são no Brasil, com cerca de 10 mil UHs. Com o dinheiro que já estão aplicando no Brasil, construirão cerca de 90 hotéis, com aproximadamente 25 mil UHs, além de 620 vilas e 429 casas, que deverão ser comercializadas como empreendimentos imobiliários.


VH: E quais regiões deverão receber a  maior parte dos empreendimentos?
 
As regiões Nordeste e Sudeste são as campeãs de novos empreendimentos hoteleiros: dos 140 previstos para iniciarem operação até 2009, 55 estão no Nordeste e 50 no Sudeste, seguidos de 16 no Norte, 12 no Centro-Oeste e 7 no Sul. A maior parte é composta de hotéis (78) e resorts (39). Ao todo, esses novos empreendimentos somarão 26.520 novas unidades de habitação turística, cuja construção gera 16,5 mil empregos diretos.

VH: Quem são os principais investidores?
 
Portugueses
 
Pestana: já investiu R$ 250 milhões no Brasil, onde possui oito unidades: Rio de Janeiro, Angra dos Reis (RJ), São Paulo, Bahia (2), Maranhão, Natal e Curitiba. Pretende investir R$ 229 milhões em 2007, dos quais R$ 160 milhões no Resort Beberibe (CE). O restante em São Luís, Porto de Galinhas (PE), Bahia e Angra dos Reis (RJ).O grupo pretende ainda fortalecer a marca  Pousadas do Sauípe, que  passa agora a denominar-se "Pestana Sauípe Beach Pousadas".
Grupo Espírito Santo
: possui o Praia do Forte Eco Resort Hotel, na Bahia, e pretende investir  R$ 30 milhões no Resort Estância (SE).
Vila Galé: possui três unidades no Brasil: Fortaleza, Salvador e Guarajuba (BA). Pretende investir R$ 50 milhões até 2009, com a construção de um resort na Praia do Cumbuco, em Caucaia (CE).
Dorisol: já investiu cerca de R$ 57 milhões no Brasil, onde possui quatro unidades: Recife, Fortaleza, Porto de Galinhas (PE) e Natal. Pretende investir mais R$ 81 milhões em 2007, com a construção do Marítima Flat by Dorisol, em Natal e do Resort Fortaleza.
Reta Atlântico: conglomerado de empresas de construção civil, com atuação nos setores imobiliário de lazer e turismo, vem desenvolvendo atividades em Salvador. Prevê investir R$ 180 milhões num empreendimento turístico-imobiliário com três hotéis e 429 casas em condomínios residenciais, já denominado Reserva Imbassaí, na Costa dos Coqueiros (BA). A construção já teve início e terá três fases, com num prazo de seis a oito anos para ser concluída.
Oásis Atlântico: já investiu cerca de R$ 20 milhões no Brasil, onde possui o resort Hotel Praia das Fontes, em Beberibe (CE), e um complexo hoteleiro em Fortaleza com duas unidades. Prevê construir uma nova unidade hoteleira no Ceará.
Enotel: possui o Enotel Porto de Galinhas Resort & Spa (PE).
Agesco: dará início, no primeiro trimestre de 2007, ao maior investimento português no Brasil, o Aquiraz Golf & Beach Villas, em Aquiraz (CE). Orçado em aproximadamente R$ 500 milhões, o projeto total prevê um grande complexo turístico-hoteleiro-imobiliário, com oito hotéis, 600 vilas, área comercial, campo de golfe e centros de tênis e hípico.
 
Espanhóis:
 
Sol Meliá: já possui 26 unidades no Brasil e vêm investindo, nos últimos anos, R$ 1,8 bilhão para erguer 36 hotéis. Tem ainda mais R$ 640 milhões previstos para investir na construção de um complexo com três hotéis, campo de golfe e condomínio residencial, na Costa dos Coqueiros (BA).
 
Iberostar: possui um resort na Praia do Forte (BA) e o hotel flutuante Iberostar Grand Amazon, no Amazonas, e também opera o Hotel Meridien, da Previ, a desde fevereiro de 2007. Prevê investir cerca de R$ 261 milhões até 2009, com a construção de um hotel em Salvador, a complementação de mais três etapas do resort na Praia do Forte e um projeto imobiliário de valor ainda indefinido.
SERHS: seu projeto na Via Costeira, em Natal, corresponde a investimentos de R$ 90 milhões.
Trussan: vendeu o Eco Resort Praia do Forte para o Grupo Espírito Santo, possui projeto de investir R$ 2,71 bilhões, até 2015, com a construção de três resorts na Costa dos Coqueiros (BA).
Hotusa: prevê investimentos de R$ 29,4 milhões, com a construção de empreendimento na Praia do Saco (SE) totalizando 130 apartamentos, 20 bangalôs e 20 conjuntos de vilas.
Grupo Nicolas Mateos: prevê um total de R$ 2,5 bilhões de investimentos no Brasil, em seis fases. Um deles é um resort em Touros (RN) com 12.827 apartamentos e atividades esportivas, entre elas golfe. A primeira fase está prevista para ser concluída em 2009 e soma R$ 200 milhões em investimentos.
Valerobrasil: grupo imobiliário e hoteleiro, possui cinco projetos no Brasil, com valores totais não informados: um edifício de 25 andares e 161 casas em São Paulo; um edifício de 23 andares com um apartamento por andar e um conjunto residencial com 3.200 apartamentos, em Natal, e resorts de luxo em São Miguel do Gostoso (RN) e Pitimbu (PB).
 
VH: Como você enxerga hoje o mercado hoteleiro e  suas perspectivas?

Percebo que  entre as ameaças para o setor estão as crises aeroportuárias (os “apagões aéreos), o crescimento econômico abaixo do esperado e alguns destinos que ainda sofrem com o desequilíbrio entre oferta e demanda. Como oportunidades, acredito na  recuperação da diária média, o reposicionamento e as fontes financiadoras. Nas cidades com população entre 350.000 a 750.000 habitantes, os hotéis econômicos terão grande projeção e para os de pequeno porte e especializados, é preciso haver um reposicionamento para escapar da pecha “hotel barato”. Para os hotéis de lazer e convenções, certamente o acesso e localização decidirão a regionalização da demanda. Com relação aos desafios da construção imobiliária diante das oportunidades do potencial hoteleiro turístico de lazer, “a tendência é a fórmula hotel + residencial”.


VH: Quais os próximos projetos que você pensa implementar em favor da Indústria Hoteleira?

Eu sou apaixonada por turismo/hotelaria. Como diretora da empresa Amazonas Press Assessoria & Divulgação, presto serviços em assessoria de imprensa para hotéis , fornecedores do setor e similares, com isso alavancamos recursos para  desenvolver projetos como o Raio x da Hotelaria Brasileira, que infelizmente ainda não conta com um apoio oficial do governo. Nesta última edição, fomos contemplados com uma ajuda do Fohb, através do então presidente, Sr. Roland Bonadona, da Onity e da Lazzio Brindes.Porém para que possamos ir além, necessitamos de fato que o governo nos dê  uma oportunidade, talvez através do Ministério do Turismo. Há muitos títulos que gostaríamos de desenvolver dentro da hotelaria, mas certamente precisamos agora antes de tudo é de patrocínio. Também sou editora do site www.vitrinehotel.com.br ,faço palestras sobre o setor hoteleiro , além de fazer assessoria e consultoria para políticos.


VH: Qual a sua opinião sobre o ensino à distância no país?

A real possibilidade de democratização da educação por meio do ensino a distância foi confirmada pelos resultados do Enade (exame do Ministério da Educação que avalia o ensino superior). Na prova, os alunos de cursos de turismo a distância tiveram melhor desempenho que alunos de cursos presenciais. O resultado foi 52,3 contra 43,1, respectivamente. 

VH: Fale um pouco sobre o curso e sua expectativa

O curso é composto por 18 disciplinas, com carga horária de 375 (trezentos e setenta e cinco) horas/aula, divididas em módulos. Além disso, há 60 horas/aula voltadas à monografia e para os dois encontros presenciais do curso, um para a preparação/orientação da monografia e o outro para a defesa. Eu sou uma profissional que atua há muito tempo no setor de turismo/hotelaria.Sou formada em jornalismo, e como sabem sou autora de alguns estudos do setor hoteleiro.Mas o interessante é que mesmo com tanta experiência e referência, eu não consigo passar os meus conhecimentos a diante, como professora, simplesmente por falta de cursos complementares. Escolhi  a CET/UNB por sua tradição, excelentes professores e por acreditar que eles vão me possibilitar algo que ainda me vejo deficiente: aprender a lidar com mais propriedade com as normas fundamentais no desenvolvimento de uma pesquisa ou de um livro técnico.Eu a




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