Data da Inclusão: 06/12/2008
Manchester, 05/12/2008
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| Victor Hugo Costa |
Tema da reportagem: Outros temas
Caros leitores,
Já ouviram falar de alguém que dormiu quase 15 horas seguidas? Pois é, este fui eu ontem! Planejava descer para o café-da-manhã e sair para passear pela cidade, porém, estava tão cansado que atendi a chamada de despertar que havia solicitado na recepção para as 8h45m, virei pro outro lado e dormi até as 14h00. Isto em função de tantas mudanças de fuso em tão pouco tempo. Eu saí do Brasil na quarta-feira à 1h00 da manhã, cheguei a meu apartamento em Dubai já era quase meia noite da quarta-feira após 15 horas de vôo (são 6 horas de diferença do Brasil). Fui dormir já era passado das 4h00 da manhã e tive que acordar as 10h00 para sair de casa as 11h00 com destino ao Crew Briefing Center para operar o vôo com destino a Manchester, que saiu as 15h05m com atraso de mais de meia hora. Aqui em Manchester a diferença de fuso, com relação a Dubai, é de 4 horas. Ou seja, a adaptação não é fácil. Por isso não consegui despertar conforme planejava e fazer um passeio pela fria Manchester.
No entanto, tive uma boa experiência no restaurante Runway Brasserie.
Quando desci, fui abordado por um garçom que transitava pelo lobby, Henny. Ele me perguntou se estava tudo bem e se poderia me ajudar de alguma forma (ele deve ter percebido meu olhar meio perdido em frente aos dois restaurantes localizados ao lado direito da recepção do hotel). Eu perguntei sobre o que cada restaurante servia naquele momento e ele então me orientou a optar pelo Runway, pois o outro restaurante só serviria refeições após as 18h00, enquanto o Runway Brasserie serve das 11h00 às 23h00.
Ele me encaminhou a uma mesa e me trouxe o menu. Fiquei muito interessado pelo Grilled Fillet of Salmon with Garlic and Rosemary Potatoes, Sweet Balsamic Peppers and Virgin Salsa, porém não estava certo desta escolha, pois não gosto do gosto muito forte de alho na comida, no entanto adoro salmão. Compartilhei esta minha indecisão, e Henny me disse que eu deveria experimentar o prato se realmente gostava de salmão, pois o sabor do alho não era tão forte e que ele tinha certeza de que eu apreciaria a escolha. Eu confiei em Henny e fiz o pedido. Ele realmente estava certo. O salmão estava delicioso.
A única observação negativa que posso fazer sobre o restaurante foi quanto à demora de mais de 35 minutos para que eu fosse servido, e também com uma pequena demora para me trazerem a conta (mais de 7 minutos). Esta demora até seria normal se o restaurante estivesse cheio, mas por volta das 15h00 (horário em que desci para comer) o restaurante estava praticamente vazio.
Após o delicioso almoço, com jeito de jantar pelo horário, subi para o apartamento 509 para deixar tudo pronto para minha saída, prevista para as 18h20m. Deu tempo de arrumar a mala e ainda assistir televisão enquanto escrevia alguns emails para minha noiva no Brasil e ao mesmo tempo falava com minha sócia pelo MSN. Tão distraído com a TV e o computador, nem percebi que não havia recebido a wakeup call (chamada de despertar) que estava prevista para as 15h20m. Já era quase seis horas da tarde quando resolvi descer para fazer meu check-out.
Um dos pilotos já estava no balcão da recepção. Quando me aproximei ele me olhou com uma expressão de surpresa e disse: “Você também não foi avisado, não é?” Eu olhei mais surpreso ainda e lhe perguntei: “Avisado sobre o que?”. O nosso vôo estava com atraso de uma hora. Por isso que não recebemos chamada de despertar. Outros 4 membros da tripulação desceram sem saber do atraso.
O problema é que apesar de termos recebido nossa chamada de despertar, também não recebemos nenhuma mensagem sobre o atraso. Normalmente há uma luz vermelha piscando no telefone avisando que há uma mensagem. No nosso telefone não tinha nenhuma luz piscando, portanto descemos no horário que estava previamente estipulado. O gerente da recepção tentava nos explicar que havia sido enviada mensagem para todos os apartamentos dos tripulantes via telefone e TV. E nós tentávamos explicar a ele que não havíamos recebido nenhuma mensagem, nem por telefone e muito menos por TV. Aliás, eu assistia TV enquanto estava em meu apartamento e nenhuma mensagem apareceu na tela.
O Gerente Geral do hotel veio se desculpar pelo incomodo quando até o capitão desceu desavisado. Ele nos ofereceu café e água enquanto esperávamos na recepção, já que não valeria a pena voltar para o apartamento apenas por uma hora.
Enquanto tomava o café, oferecido como cortesia pelo desconforto causado, tentei usar o computador do lobby, porém me irritei com a demora para conseguir enviar um único email. Desisti do computador do lobby e abri meu laptop.
Continuei minha conversa com minha sócia no Brasil, e logo o tempo passou e já era hora de realmente partir.
O vôo de volta para Dubai estava lotado, overbooked para ser mais preciso. Eram mais de 380 passageiros somente na classe econômica. No entanto, eram em sua maioria pessoas bem educadas e foram bons passageiros. Além disso, foi um vôo noturno, então na maior parte do tempo os passageiros tentaram descansar. Mas, por haver mais de 380 passageiros, foi um vôo bastante corrido e que passou rápido.
As 8h00 pousamos em Dubai.
Em casa termino de escrever sobre essa jornada, enquanto começo a imaginar como serão as próximas!
Convido você, leitor do VH, a continuar me acompanhando.
Até a próxima!
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